Bíblia é manual de maus costumes, diz José Saramago

19 10 2009

O polêmico escritor e dramaturgo português, José Saramago, afirmou neste domingo, em Penafiel, que “a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”. Para José Saramago, “Deus só existe na nossa cabeça”.

“Sobre o livro sagrado, eu costumo dizer: lê a Bíblia e perde a fé!”, disse o escritor, numa entrevista concedida à Agência Lusa, a propósito do lançamento mundial do seu novo livro, intitulado “Caim”, que ocorre hoje na cidade portuguesa.

“A Bíblia passou mil anos, dezenas de gerações, a ser escrita, mas sempre sob a dominante de um Deus cruel, invejoso e insuportável. É uma loucura!”, afirma o Nobel da Literatura de 1998, para quem não existe nada de divino na Bíblia, nem no Corão.

“O Corão, que foi escrito só em 30 anos, é a mesma coisa. Imaginar que o Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redatores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos!” afirmou.

Saramago frisou que “as guerras de religião estão na História, sabemos a tragédia que foram”.

Considerou que as Cruzadas são um crime do Cristianismo, morreram milhares e milhares de pessoas, culpados e inocentes, ao abrigo da palavra de ordem ‘Deus o quer’, assim como acontece hoje com a Jihad (Guerra Santa).

Saramago lamenta que todo esse “horror” tenha feito em nome de “um Deus que não existe, nunca ninguém o viu”.

“O teólogo Hans Kung disse sobre isto uma frase que considero definitiva, que as religiões nunca serviram para aproximar os seres humanos uns dos outros. Só isto basta para acabar com isso de Deus”, afirmou.

Salientou ainda que “no Catolicismo os pecados são castigados com o Inferno eterno. Isto é completamente idiota!”.

“Nós, os humanos somos muito mais misericordiosos. Quando alguém comete um delito vai cinco, dez ou 15 anos para a prisão e depois é reintegrado na sociedade, se quer”, disse.

“Mas há coisas muito mais idiotas, por exemplo: antes, na criação do Universo, Deus não fez nada. Depois, decidiu criar o Universo, não se sabe porquê, nem para quê. Fê-lo em seis dias, apenas seis dias. Descansou ao sétimo. Até hoje! Nunca mais fez nada! Isto tem algum sentido?”, perguntou.

Para José Saramago, “Deus só existe na nossa cabeça, é o único lugar em que nós podemos confrontar-nos com a ideia de Deus. É isso que tenho feito, na parte que me toca”.

Fonte: Lusa





10% dos portugueses já leram a Bíblia completa, indica estudo

19 10 2009

A maior parte dos portugueses já leu a Bíblia – toda ou em partes – mas os católicos não-praticantes e os ateus e agnósticos são os que menos leem o texto sagrado de judeus e cristãos.

As conclusões constam de um estudo encomendado pela Sociedade Bíblica Portuguesa (SBP), editora que se dedica ao estudo e difusão da Bíblia, à Novadir, empresa do grupo Marktest.

Se aquelas três categorias sócio-religiosas estão juntas neste índice de leitura, há mesmo assim uma diferença substancial: são 37 por cento os católicos não-praticantes e 36 por cento os agnósticos que não lêem a Bíblia, enquanto no caso dos que se definem como ateus (10 por cento dos inquiridos) esse número sobe para os 65 por cento.

Numa outra resposta, entre os que nunca leram, apenas 17 por cento dizem que não o irão fazer em nenhuma circunstância. O que pode indiciar algum preconceito contra o texto, nota Alfredo Abreu, responsável da Sociedade Bíblica e da apresentação do estudo, feita ontem em Lisboa.

Entre quem diz que lê a Bíblia (71 por cento dos inquiridos), há 9,7 por cento de pessoas que dizem já ter lido todo o texto. As mulheres (74 por cento) fazem-no mais que os homens (67). E em termos religiosos, os protestantes/evangélicos e as testemunhas de Jeová são os que mais lêem o texto: todos dizem que o fazem. Na categoria dos católicos praticantes, 83 por cento dizem que lêem a Bíblia.

Protestantes/evangélicos e testemunhas de Jeová representam apenas 2,3 por cento da população. Mas são também eles que lideram quando se pergunta quem tem uma Bíblia em casa: 93 por cento dos protestantes e evangélicos, 100 por cento entre as testemunhas de Jeová.

A sondagem identificou 86 por cento da população como católica, metade da qual não-praticante, número que coincide com outros estudos recentes.

Esquecimentos?

Apesar dos números, é provável que nem toda a gente tenha identificado outras ocasiões em que lê ou ouve ler a Bíblia. Perguntados sobre locais em que lêem, só 14,7 por cento das pessoas diz que o faz na igreja ou em lugares de culto. Mas quer na missa católica, quer nos cultos protestantes e evangélicos ou ainda nas assembleias das testemunhas de Jeová são sempre lidas várias passagens bíblicas. Um esquecimento?

“Provavelmente, as pessoas não identificam o facto de ouvir ler o texto em voz alta na missa ou no culto como leitura da Bíblia”, adianta Alfredo Abreu. A casa (79 por cento) é o local onde as pessoas mais lêem a Bíblia. A seguir, muito longe, está a catequese (18 por cento).

Quanto ao ritmo de leitura, a maior parte (56 por cento) das pessoas que lê só o faz ocasionalmente, enquanto sete por cento lê o texto todos os dias. E há quem diga que não lê a Bíblia por falta de tempo (19 por cento entre os que nunca leram).

Meio milhão

Os responsáveis da Sociedade Bíblica querem agora que os números deste inquérito, o primeiro do género em Portugal, possam ser trabalhados e cruzados nas diferentes variantes. Até porque verificam, pelas iniciativas que têm promovido nos últimos anos em Portugal, que há um interesse à volta da Bíblia que talvez nunca tenha existido no país.

Na Bíblia Manuscrita, iniciativa que em 2004 pôs cem mil portugueses a copiar o texto bíblico à mão, em exposições e em outras iniciativas, a editora calcula em cerca de meio milhão o número de pessoas envolvidas. Mais de 60 concelhos, cerca de 400 escolas, além de bibliotecas públicas, hospitais e três dezenas de autarquias colaboraram ou pediram à Sociedade Bíblica a organização de iniciativas relacionadas com a Bíblia. Na maior parte dos casos, trata-se mesmo de entidades não-religiosas, diz Alfredo Abreu.

O responsável da editora dá alguns exemplos: em Portugal, a SBP calcula em cerca de 100 mil exemplares da Bíblia vendidos anualmente, nas diferentes edições existentes. Só as Sociedades Bíblicas Unidas vendem 400 a 500 milhões de bíblias por ano, em todo o mundo. E ositewww.biblegateway.com, um dos mais conhecidos na utilização da Bíblia e onde podem ser consultadas muitas versões e traduções diferentes, tem oito milhões de visitas por mês.

O inquérito da Novadir foi realizado entre 28 de Agosto e 13 de Outubro do ano passado. A amostra é constituída por 1618 indivíduos, com idades compreendidas entre os 15 e os 75 anos, que representam a população de Portugal continental e que foram inquiridos por entrevista pessoal ou telefone.

Fonte: Jornal Público – Portugal





Ministro israelense acusa ONU de anti-semitismo

19 10 2009

O ministro de Finanças israelense, Yuval Steinitz, acusou hoje o Conselho de Direitos Humanos da ONU de ser anti-semita por aprovar na sexta-feira o relatório Goldstone, que acusa Israel e o Hamas de cometer crimes de guerra durante a ofensiva israelense em Gaza, em dezembro e janeiro passados.

“Trata-se de uma tentativa anti-semita, porque (a ONU) permitiu as ações dos Estados Unidos no Afeganistão, da Rússia na Chechênia e da Turquia no norte do Iraque, não permite que Israel tente se defender da Faixa de Gaza”, disse o ministro à rádio do Exército israelense “Galei Tzahal”.

O CDH apoiou em Genebra este relatório, elaborado pelo jurista sul-africano Richard Goldstone e que pede que Israel e Hamas investiguem de forma independente essa ofensiva do Estado judeu em Gaza, na qual morreram 1.400 palestinos e 10 israelenses.

Se as duas partes não investigarem o ocorrido ou as investigações não cumprirem os padrões estabelecidos, a ofensiva em Gaza poderia ser analisada no Conselho de Segurança da ONU, a fim de transferir o caso ao Tribunal Penal Internacional de Haia.

Steinitz assegurou à emissora que Israel “não permitirá que um judeu vá outra vez como um cordeiro ao matadouro (em alusão ao Holocausto). O Estado judeu tem o direito e a obrigação de defender seus cidadãos, assim como acontece com EUA, Rússia ou Turquia”.

O titular de Finanças também acusou a Autoridade Nacional Palestina (ANP), que recebeu bem o apoio da ONU ao relatório, de aproveitar qualquer oportunidade para pressionar Israel em cada fórum internacional.

“Temos de pensar seriamente se devemos continuar ajudando a ANP a se desenvolver. Não podemos continuar dando o outro lado da cara a tapa”, reforçou o ministro e deputado do governante partido Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Fonte: EFE





Comissão analisa como igrejas trabalham temas morais

19 10 2009

Um estudo que se aventura fora dos temas clássicos da agenda do diálogo teológico com vistas à unidade procura ajudar igrejas a se defrontarem suas diferenças em assuntos morais.

Na reunião plenária da Comissão de Fé e Constituição do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), reunido em Creta, Grécia, de 7 a 13 de outubro, teólogos, teólogas, pastores, pastoras, observadores e convidados, num total de 150 pessoas, participaram da segunda fase do projeto de estudo “Discernimento moral nas igrejas”.

Eles analisaram quatro casos de estudo sobre temas morais que atualmente causam divisões entre as igrejas e, às vezes, dentro delas.

Os temas escolhidos foram: homossexualidade na Comunhão Anglicana, proselitismo por parte de igrejas evangelicais do Ocidente na Rússia, pesquisa com células tronco entre protestantes e católicos romanos na Alemanha, e a posição adotada pela Aliança Mundial de Igrejas Reformadas sobre globalização econômica.

“Os casos de estudo utilizam exemplos concretos e controvertidos”, explicou John Gibaut, sacerdote anglicano canadense e diretor da Comissão Fé e Constituição. “Mas nosso interesse neles não reside no conteúdo destas questões, senão nas metodologias empregadas para abordá-las”, explicou.

O objetivo do estudo é “oferecer uma resposta construtiva aos conflitos em torno de assuntos morais em e entre as igrejas”, explicou Rebecca Todd Peters, acadêmica presbiteriana estadunidenses que é co-moderadora do projeto. No entanto, é demasiado cedo para saber que forma concreta como será essa “resposta construtiva”, adicionou.

“Se não é possível superar as diferenças”, explicou o sacerdote católico belga Frans Bouwen, vice-moderador da Comissão Fé e Constituição e co-moderador do estudo, “apontamos que ao menos é possível permanecer em diálogo e evitar que esses temas dividam as igrejas”.

Segundo Gibaut, a proposta é a de elaborar materiais e propor metodologias fundamentadas ecumenicamente para guiar as igrejas em seu discernimento e em sua tomada de decisões em torno de questões morais.

O exercício proposto aos participantes na reunião de Creta demonstrou os desafios que esse tema representa. Em alguns grupos de trabalho, os participantes tiveram dificuldades de se manterem afastados de uma discussão do ponto de vista moral nos casos apresentados, quando deveriam se focar na análise do aspecto metodológico, como as respectivas igrejas ou tradições chegaram a formular esses pontos de vista.

“Apesar de certas dificuldades para compreender a metodologia proposta, que pode ter dado lugar a certa confusão ou frustração”, disse Rebecca Peters, “esta conversa foi em e por si mesma uma experiência muito rica”.

O próximo passo no estudo será a análise dos relatórios dos grupos de participantes. O projeto de estudo de estar concluído antes de 2012, para ser apresentado à X Assembléia do CMI em Busan, Coréia, em 2013.

Integrada por 120 teólogos e teólogas designados oficialmente pelas igrejas membros do CMI,pela Igreja Católica Romana e outras igrejas, e provenientes de todas as regiões do mundo, a Comissão Plenária Fé e Constituição é considerada como o mais amplo foro mundial de diálogo teológico pela unidade das igrejas cristãs.

Fonte: Folha Gospel





Brasil avançou ‘muitíssimo’ no combate à fome, diz ONU

19 10 2009

O relator especial das Nações Unidas para o Direito à Alimentação, Olivier De Schutter, reconheceu que “o Brasil avançou muitíssimo desde 2002″ e tem “um conjunto de políticas impressionantes ligadas ao [programa] Fome Zero que se demonstraram eficazes”.

Transformar em leis as políticas sociais contra a fome, apoiar pequenos agricultores e sem-terra, e melhorar a sustentabilidade do etanol do futuro são algumas das recomendações do relator especial das Nações Unidas para o Direito à Alimentação ao Brasil. Encerrando sua visita iniciada segunda-feira, De Schutter defendeu, em entrevista coletiva, que as políticas sociais do Brasil contra a fome sejam consolidadas num quadro jurídico para assegurar os avanços obtidos no Governo Lula.

Desde o lançamento do Fome Zero, em 2003, os índices de desnutrição e de mortalidade infantil caíram, respectivamente, 73% e 45%.

“O Brasil avançou muitíssimo desde 2002 e eu estou otimista com o progresso obtido pelo país. Há um conjunto de políticas impressionantes ligadas ao Fome Zero que se demonstraram eficazes mas estes programas devem ser fortalecidos e tornarem-se permanentes, fazendo parte de uma mesma legislação”, afirmou.

Políticas

De Schutter criticou a grande concentração de terras no Brasil e alertou para o seu aumento no Estado de São Paulo, por causa dos incentivos à produção da cana-de-açúcar e do etanol.

O relator elogiou, entretanto, o zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar, que proíbe o plantio da cultura em 81,5% do território brasileiro, incluindo Amazônia e Pantanal.

Outra conclusão preliminar do relator especial é a de que a agricultura familiar é “vital” para a economia brasileira e deve ser ainda mais apoiada.

Dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário indicam que 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros são provenientes da agricultura familiar.

“O país deve comprometer-se a reforçar políticas que não apenas aumentem a produção de alimentos, mas que também melhorem a situação dos pequenos agricultores e dos sem-terra”, destacou.

MST

Na avaliação de Olivier De Schutter, há uma tentativa de tirar credibilidade ao Movimento dos Sem Terra. “Um indicador disso é o recente estudo encomendado pela Confederação Nacional da Agricultura ao Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) que pretenderia tirar conclusões com base em nove dos oito mil assentamentos que existem no país. Como professor de universidade eu não aceitaria esse tipo de porcentagem”, afirmou.

O relator se referia a um estudo divulgado esta semana pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, indicando que 37% dos assentamentos agrários no país nada produzem e 72,3% dos assentados não geram renda.

“Essas pessoas precisam de apoio. As ocupações são o último recurso que encontraram. Apesar de haver muita resistência ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, sei que o Governo está comprometido em lidar com essa questão”, ressaltou.

A visita do relator da ONU ao Brasil ocorre no momento em que tramita no Congresso Nacional uma proposta para inserir o direito à alimentação na Constituição.

A proposta de emenda constitucional já foi aprovada pelo Senado Federal e aguarda agora votação na Câmara dos Deputados.

“A adoção de uma emenda como essa confirmaria o papel de líder do Brasil na implementação legal do direito à alimentação”, ressaltou.

As conclusões de Olivier De Schutter resultarão num relatório com recomendações que será entregue ao Conselho de Diretos Humanos, em Genebra, na Suíça.

Fonte: Folha Online





Propagação de igrejas como a Universal na África preocupa a Igreja católica

19 10 2009

A expansão na África das novas igrejas pentecostais e evangélicas preocupa os dirigentes da Igreja católica, muitos dos quais fizeram deste o tema central do sínodo sobre o continente reunido até 25 de outubro no Vaticano.

Em Abidjan, como em muitas outras cidades africanas, se constata uma propagação de igreja novas e de várias seitas. A “Igreja Universal”, por exemplo, se apoderou de todos os cinemas da capital econômica da Costa do Marfim e faz muita propaganda na rádio e na TV.

Estes grupos também fazem uso de ‘outdoors’ que anunciam “vigílias milagrosas” em estádios.

Segundo uma investigação policial realizada em 2006, na República Democrática do Congo havia entre 12.000 e 13.000 “Igrejas do Despertar” apenas em Kinshasa.

A mensagem destas igrejas se centra basicamente na realização de curas e milagres através de exorcismo, além da promessa de riqueza e outros bens materiais, tudo ao ritmo de músicas que contrastam com a tradicional missa católica, considerada “muito fria” pelos fieis, segundo explicou o reverendo Bruno, da Igreja do Despertar de Kinshasa.

No Vaticano, Alfred Adewale Martins, bispo de Abeokuta (Nigéria) se referiu a estas igrejas como “grupo geralmente muito agressivo, que fala da Igreja católica como uma igreja morta”.

“Eles querem acabar com a Igreja católica, tanto no que diz respeito a sua influência como ao número de seus fieis”, assinalou Martins, refletindo a opinião de muitos prelados africanos e dirigentes da cúria romana.

Os participantes no sínodo sobre a África concordaram em indicar que o sucesso desses movimentos se alimenta do mal-estar de uma população que vive num continente afetado regularmente por conflitos e onde a corrupção prospera graças à pobreza.

“A atividade das seitas, pela simplicidade de suas crenças, seduz muitos africanos vítimas da precariedade”, destacou o cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Interreligioso.

Por sua parte, o monsenhor Robert Murhiirwa, bispo de Fort Royal (Uganda), assegurou que os muçulmanos e as igrejas pentecostais (protestantes) “gastam milhões de dólares em nossos países para atrair os jovens”.

“Esses ataques capturam nossos membros mais vulneráveis: os jovens e os adultos jovens”, protestou o monsenhor Felix Alaba Adeosin Job, arcebispo de Ibadan (Nigéria).

“Devemos enfrentar este desafio urgente com uma atitude de autocrítica”, afirmou, por sua vez, o cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, que sugeriu “que se leve a sério o contexto das raízes culturais africanas”.

“Não é uma batalha, e sim um desafio”, concluiu Martins.

Fonte: Último Segundo





Preso traficante que se passava por pastor evangélico

19 10 2009

Mais um traficante da quadrilha que movimentava aproximadamente R$5 milhões em drogas somente no Espírito Santo foi preso pela Polícia Civil durante operação que contou com apoio de 20 investigadores da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (Deten) e do Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Guarapari. A detenção de Cleber Souza Rocha, de 30 anos, aconteceu na noite desta quinta-feira (15) no bairro Kubitschek.

O delegado Lorenzo Pazolini, esclareceu que a polícia já investigava o bandido há cerca de seis meses e recebeu a informação de que ele estaria no município. Os investigadores cercaram as principais ruas do bairro até que prenderam o acusado. Ele saía de uma residência em uma moto quando foi surpreendido pela equipe da Deten e recebeu voz de prisão.

Em um primeiro momento, Cleber negou ser traficante e disse aos policiais que era pastor de uma Igreja Evangélica. Para tornar a versão ainda mais real, ele chegou a mostrar uma Bíblia aos policiais.

“Ele tentou se passar por pastor, mostrou uma Bíblia e afirmou que tinha acabado de sair de um culto religioso. Só que ele foi reconhecido e depois acabou confessando que usava a Igreja como forma de evitar a polícia”.

Segundo as investigações policiais, Cleber era braço direito do bandido Ivanildo Macedo dos Santos, o “Tigrão”, preso no mês de agosto no Estado de Goiás. O criminoso é apontado com um dos maiores traficantes do Brasil e chefe de uma quadrilha que tem ramificações em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, e Espírito Santo.

Conforme explicou o delegado Lorenzo Pazolini, Ivanildo tinha vários gerentes do tráfico no Estado e, em Guarapari, o homem de confiança dele era justamente o comparsa Cleber.

“Era o Cleber que gerenciava a venda de drogas em Guarapari. Ele era o responsável por receber a droga e vendê-la em bocas de fumo do município”.

De acordo com a polícia, o bando que o traficante fazia parte chegava a movimentar mais de R$5 milhões com a venda de entorpecentes por mês. Desse total, aproximadamente R$800 mil era arrecadado em Guarapari.

A quadrilha comercializava principalmente cocaína e maconha. A primeira droga vinha da Bolívia e a segunda, chegava ao Brasil após ser comprada no Paraguai. Cleber está preso e aguarda vaga em alguma penitenciária do Estado.

Fonte: Gazeta Online





Noivas fogem de igreja que fica perto de cemitério em MG

19 10 2009



Em Minas Gerais, existe uma igreja que nenhuma noiva quer casar. Nem as mais desesperadas por um marido. Para entrar no templo, é necessário passar por um cemitério. Quem se aventura?

A igreja fica um cantinho escondido de Minas Gerais. Chama-se Desemboque, perto de Uberaba (MG). A vila já teve cara de cidade, com seminário e cadeia,mas, hoje, a mesma rua vai e volta. Sobraram apenas 50 moradores.

Eles dizem que um padre namorador trabalhava na igrejinha. Na época, era comum ter um cemitério bem na porta. Ninguém estranhava. Duzentos e cinquenta anos depois, como ninguém se atreve a mexer no projeto original, a dupla cemitério-capela continua.

Ninguém sabe dizer quantas pessoas já foram enterradas em Desemboque, mas, para chegar até o altar, os noivos teriam que passar por pelo menos 20 túmulos.

O povo costuma dizer que as portas raramente se abrem para casamentos, porque não há infraestrutura na vila, como manicure, salão de beleza e outros caprichos que a mulherada adora. Mas, na verdade, muitos vizinhos têm medo de assombração. “Ali pelas oito, nove horas da noite, eu não tenho coragem de ir lá embaixo”, diz uma senhora.

O locutor Wagner Luiz Montagner queria provar que não tem nada errado em casar nesta igreja. Chegou a convencer a noiva. Mas as famílias entraram no meio. “A sogra falou que não podia e a mãe também disse que o casamento não ia dar certo”, conta.

Contrariando todos os temores, Josabel Rosa de Araújo está há quase 40 anos com Leonidas. Foi um dos últimos casamentos do povoado. Ela lembra que, quando seguiu para a igreja, foi em frente, sem olhar para o lado. “Falei: ‘vou enfrentar’, a igreja estava linda.”

Fonte: G1





Abertas as inscrições para mais um Projeto Radical Latino

19 10 2009


Estão abertas, até o final de outubro, as inscrições para o Projeto Radical Latino-Americano 2010. As vagas são limitadas e têm como alvo principal os jovens batistas membros de igrejas das convenções Brasileira (CBB), Nacional (CBN) e Independente (CIBI) que tenham mais de 18 anos, sejam seminaristas, universitários ou que possuam nível superior completo, e que desejam doar 11 meses de sua vida nos campos da América do Sul para viver em equipe.

O Projeto é uma parceria missionária entre a UBLA (União Batista Latino-Americana), a Sociedade Missionária Batista Britânica (BMS, sigla em inglês) e a Junta de Missões Mundiais da CBB.

Até agora, quase 100 jovens, de 12 nações diferentes (Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai, Chile, Equador, Peru, Espanha, Guatemala, Inglaterra, País de Gales e Escócia) participaram do Radical Latino. Eles trabalharam em 9 países da América do Sul (Argentina, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Chile, Paraguai, Uruguai e Brasil) e evangelizaram mais de 30 mil pessoas. Nosso desejo é começar a avançar para a América Central a partir de 2010.

Período de treinamento
O treinamento é feito no Rio de Janeiro, nas dependências do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, entre os meses de janeiro e fevereiro de 2010. Em seguida os Radicais seguem para Manaus, onde é feita a segunda etapa do treinamento. Finalmente, as equipes são divididas para irem a outros países da América do Sul, em dois períodos, que neste ano serão Colômbia, Equador e Venezuela.

Se você tem interesse em servir a Deus efetiva e “radicalmente”, entre em contato para obter mais informações, ou inscreva-se pelos seguintes endereços:

Junta de Missões Mundiais (igrejas da CBB) - crh@jmm.org.br;
Junta Administrativa de Missões (igrejas da CBN) - jami@jami.com.br;
Convenção das Igrejas Batistas Independentes (igrejas da CIBI) -secretaria.missoes@cibi.org.br;

Mais informações, no site www.radicallatino.org.

Fonte: JMM






Record produz minissérie inspirada na Bíblia

15 10 2009

“A História de Ester” estreia em dezembro com a atriz Gabriela Durlo, de “Vidas Opostas”, como protagonista.

Depois de investir em novelas, a Record resolveu se aventurar na produção de minisséries. Sua primeira empreitada no gênero é “A História de Ester”, que estreia em dezembro.

A produção de 10 capítulos terá direção de João Camargo e texto adaptado por Vivian Oliveira. A trama é inspirada no “Livro de Ester”, um dos livros históricos do Antigo Testamento. O roteiro da minissérie será focado principalmente na história de amor da personagem.

Até agora, a única confirmada para o elenco é Gabriela Durlo, que será a protagonista. A atriz já atuou nas novelas Amor e Intrigas”, “Vidas Opostas” e no seriado “A Lei e o Crime”.

Fonte: Abril